Por Cleyton de Paula
Não sou a lágrima.
Sou o sabor que ela tem.
Não sou a escuridão.
Sou o silêncio que ele tem.
Não sou o olhar.
Sou o mistério que ele tem.
Não sou o ar.
Sou a importância que ele tem.
Não sou o tempo.
Apenas me escondo nele.
Não sou a razão.
Mais faço parte dela.
Não sou promessa.
Sou realidade, as vezes escondida.
Não sou tão notável como deveria.
Mais estou em tudo.
Não sou a chuva.
Sou apenas uma cota nela.
Não sou dor.
Na verdade, me confundem com ela.
Não sou tudo.
Mais também não sou o ‘nada’.
Sou apenas o princípio.
O meio. O fim.
Quem sou?
Sua mente.

