Reflexão de uma manhã fria

Talvez algo o qual eu nunca poderei entender é como o ser humano consegue ser tão cruel com os sentimentos. E porque sempre existe um conflito entre o amor, a sinceridade e algo mais.

É incrível como existe uma facilidade entre o amor, a sinceridade e um pouco de tudo. Sempre que um fato torna fútil o respeito, esses sentimentos e ações passam a ser como facas super afiadas. E quase ninguém consegue se controlar ou mesmo migrar para uma paz pessoal.

Eu vivo em constante conflito entre meus pensamentos, sentimentos, ações, idéias e sonhos. Não sei bem como controlar tão pouco como evitar. Talvez seja porque eu busque sempre enxergar sempre além do real. É como você imaginar uma ave parada sob as nuvens. Sem haver necessidade dela bater suas asas para tal feito. Ela apenas fica ali parada. Repousando.

Ultimamente tenho refletido muito sobre os sentimentos amigáveis existente em laços temporários de convivência. Incrível como num piscar de olhos aquela visita se torna apenas mais uma entre mil. Sem sentido algum. Além disso eu tenho pensado sobre minha personalidade. Porque consigo ser tão amigável e ao mesmo tempo tão… estranho. E com isso ser tão pouco aceitável perante as verdades da vida. E toda aquela baboseira de ser sempre o certo ou nunca aceitar a realidade.

Fiquei triste e muito sentido quando hoje, assistindo o jornal da manhã como de costume, vi a notícia de um rapaz que cometeu suicídio após conflitos com sua esposa. Ele levou a filha junto. Uma criança que com certeza não tinha culpa de nada e que teria uma vida inteira pela frente para aprender coisas do tipo “não ser estúpido o bastante para interromper a própria vida”.
Mais a questão em si que eu vejo dentro desse episódio não se da apenas ao ato dele. Mais sim uma curiosidade que fiquei em imaginar o que ele pensava ou/e o que ele estava sentindo dentro do peito, do coração e da mente.

Será que o amor de fato é o que nos guia pela vida? Sim.
Um sentimento que acompanha todos os outros que temos. Mais… porque tomar certas atitudes ‘eternas’ por um amor? Porque nunca da tempo para ele? Porque nunca deixar as feridas causadas por ele se dissipar? Porque não perdoar quando o amor erra e nos deixa triste? Porque não aceitar que o amor nem sempre é bom de se sentir? Porque não aceitar um amor estranho, novo, diferente e torná-lo essencial para a vida? Porque não deixar o amor ser apenas um sentimento com belos reflexos? Porque não tentar sentir o gosto diferente das lágrimas de felicidades? Quando há uma grande diferença entre a felicidade e o sofrimento?

Há muito o que se questionar com relação ao amor. E cá entre nós: é muito bom ter algo assim para refletir. E se espelhar.

“Seja você mesmo. Mais nunca seja do mesmo jeito”

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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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