Festas & Festas

Entre festas e festas a realidade se torna um verdadeiro carnaval. Talvez sejamos frágeis demais para assumirmos erros, ou talvez sejamos estúpidos demais para tentar não cometê-los constantemente, transformando sorrisos em lágrimas e eternizando momentos com dor.

Normalmente as diferenças das classes sociais não ficam tão obvias. Porque criamos uma barreira mental, onde trancamos de qualquer jeito a dura realidade da nossa vida social. Ou talvez percebemos essas imensas diferenças quando a mídia, como uma verdadeira prostituta, goza no mais amplo orgasmo assistindo nossa aceitação com relação a um caso o qual ‘ela’ insiste em nos jogar. Fazendo com que passássemos a crer que tudo acontece por um mero acaso.

Não!

Nós criamos nossa cultura. Seja ela positiva ou não. Mais esse jeito de esquecer alguns fatos importantes de realmente me deixa intrigado. Instigado a abraçar essa tal aceitação hipócrita a qual todos usam como lençóis a cada noite de sono. Sabe, chegará uma hora em que perceberemos o quão errado o mundo ta. Nesse momento eu vou adorar fechar os olhos orgulhoso e dizer: Não fiz parte disso. Consegui enxergar na vida coisas bem mais importantes do que pagar 15,00 reais para assistir canções que induzem a total prostituição ou simples poluição musical e cultural.

Sinto muita falta daquela época em que, quando chovia, eu corria para a ‘berada’ da calçada e soltava meu barco de papel. Ficava lá assistindo ele vencer cada obstáculo. Jogado naquele caos, imerso em sua total solidão. Era fantástico ouvir meus amigos gritando La na esquina. Todos felizes, lutando para conseguir um lugar a bica d’agua.

Naquela época eu só enxergava carnaval. Era o auge da pureza infantil. Hoje assisto um carnaval fantasiado de criança perdida, encarando a dureza do cotidiano brutal em que o mundo resolveu viver.
Um viva a estupidez, ignorância e mentira. Uma salva de palmas para inveja. Vamos celebrar nossas corjas de assassinos, covardes, estupradores e ladrões.
Como dizia Renato Russo: “Vamos celebrar tudo isso com festa, velório e caixão. Ta tudo morto! Enterrado”

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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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