Lamentar a morte?

Lamentar a morte? Ou apreciar o fato da existência da ausência instantânea?
Da momentânea, do acaso, do caso, do adeus?

De repente todas aquelas tardes, dias, sorrisos, planos, sonhos, metas, pessoas, amores. Todos se vão. Alguns, sem demonstrarem sua tamanha importância para o ‘objeto’. Esse, muitas vezes nem interpretado da maneira correta. Nem sempre respeitado. Nem sempre ouvido.
Hoje sei que é uma manhã diferente em alguns lugares. Pois a falta do sorriso, do aperto daquele abraço gostoso, ou das possibilidades, terão um papel fundamental para as lágrimas percorrerem os rostos dos seres, e esses sentirem a dor da perda. Dor essa, que todos nós sabemos, mais não conseguimos explicá-la. Alguns, muito menos aceitá-la.

Mais… Lamentar a mote? Ou aprecia o fato de sua existência?
Eu acredito que todo dia nós podemos renascer. Tanto ao acordar, como na própria. E creio que esse seja um fator importante para o equilíbrio da nossa vida. Porém, o que me deixa mais transtornado, confuso e até enraivecido, é o fato de nós não sabermos ver sempre tudo isso como um equilíbrio distante.

Por que nós buscamos nos esconder sempre? Por que tudo sempre tem uma conclusão e tão poucas coisas tem explicação?
Responder isso é como querer tampar o sol com uma peneira, ignorando as flertas de luz que teima em passar pelos minúsculos buracos de tal.

Eu acredito que cada um nós temos nosso papel fundamental no ‘meio’. No caso que, esse, só faz algum sentido quando participamos. Seja diretamente, ou indiretamente. De maneira singular. Ou de uma forma mais grosseira. Mais forte. Bem mais impactante. Bem mais do que queremos.
Mais acredite, somos isso, somos tudo. Somos um só. Somos um único tempo, difundido em vários sentidos, vários sonhos, desejos e formas. Idéias, desejos comuns, ou simplesmente emoções aleatórias, perdidas em um espaço/tempo tão complexo, como a dúvida da existência de outros planetas, outros seres vivos.

Somos um só em meio ao Meio. A vida.

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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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