Água Vermelha

…O vento veio e derrubou aquela cabana
E com a cabana, ouviu-se então o grito ao relento.
Era uma criança, desesperada naquele tempo onde
nada a poderia salvar.

(…)

Os sinais do tempo anunciaram: Eis o fim desse Ão.
Seria a morte de apenas mais um ser?
Seria a morte de mais um Sebastião?

E essas águas tortas descendo a ladeira sem perdão.
Que como toda ela – vem de cor vermelho.
Seria a cor do barro, ou daquilo que jorra do coração?

Então, o que explica, de repente, esse silêncio tomando conta
de toda essa escuridão?

Só nos resta darmos Adeus a mais um pobre e indefeso Sebastião.

*Às vitimas do desastre em Angra.



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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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