Criança sem infância

Ali!
Está ali!
Eu vi, juro!

Eu pude ver a infância passar.
Eu pude sentir a chuva cair e cada gota deslizar em meu corpo.

Estou aqui, perdido. Sem riso. Sem ninguém.
Estou aqui observando o relógio da catedral.
Ansioso pra ouvir o barulho do trem.

Olhe!
Estou aqui!
Juro por Ti, que estou aqui!

(…Há muito tempo eu não me sentia assim.)

Alguém vem e me ajude!
Alguém por favor olha pra mim!
Ei você, me da sua mão.
Sinta bater o seu coração.

Estou aqui e ali.
Por ti, em todo lugar.
Mesmo não parecendo ser,
Em ti eu busco me encontrar

Nessa doce solidão sombria,
No parque estou a cantar.
Mais essa chuva vermelha me persegue.
Enquanto em cada esquina eu tento te encontrar

Espera!
Não fuja de mim!
Não seja igual a todos os outros iguais.

Seja capaz de ver possibilidades.
Não enxergue em mim apenas uma futura manchete de jornais.
Não fique obcecado pela ansiedade.
Não ver que o relógio da catedral já não bate?

Cá estou!
Ali estou!
Ontem, estou!
Hoje estou!
E amanhã?

Onde estarei?

(…)

Adeus!

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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

Uma resposta para “Criança sem infância

  1. valda

    “Seja capaz de ver possibilidades.” Dei valor demais, creitu! Manda essa criatividade toda aí pra mim que eu tô precisando! 😡

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