Margens de Mim

E chega um momento em que você cansa de observar aquela maldita flor.
Não muda a cor, não mudo os gestos, não muda nada.
Fica dentro de ti algo simplesmente teu. Que somente você criou por simplesmente criar achando que talvez fosse enfim o teu final encantado.

Talvez se desapegar-se de si, fugir, prestar menos atenção ao que te dar menos atenção seja o final tão obvio, tão esperado e que simplesmente chegou e ficou…

Chega um momento em que aquele “Olá” já tem um ar de adeus. Não de arrependimento, isso nunca houve. Simplesmente um Adeus Você, fazendo assim perceber o que estava lá, explícito desde a criação do sorriso torto, avulso, falso.

De frio já basta a noite, o vento solitário que vagueia pelas ruas sombrias da cidade morta.
É, pequena… Nosso tempo realmente não teve um tempo.

Desisti. Parti, mesmo assim… Sorri.

 

Por Cleyton de Paula
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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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