Eu ainda erro nos mesmos erros de sempre.

Eu ainda erro nos mesmos erros de sempre.
Caminhando vagarosamente rumo ao nada.
Parado, aceitando minhas toscas imaginações.

Eu ainda peco nos mesmos pecados de sempre.
Implorando impossibilidades, enxergando felicidades
Onde a mesma nem mesmo há de querer…

Eu ainda finjo ser feliz mesmo nunca tendo êxito em fingir.
Negando a mim a óbvia e inevitável dor e decepção.
Abandonando as minhas novas rosas do meu novo jardim.

Eu ainda abro a geladeira pra pensar
mesmo sabendo que nenhum pensamento vindo de lá servirá aqui.
Observando a chuva pela janela, jurando conseguir contar cada cota d’água.

Eu ainda brinco de ser criança.
Imitando meus passos na areia da praia, torcendo pra’quela onda não vir e apagar.
Ou simplesmente pego um pedaço de tijolo e tinjo minha calçada com desenhos toscos.

Eu ainda erro nos mesmos erros de ontem.
Quando novamente ousei a aceitar você dentro daqui.
Esquecendo-me de mim ali…

Afinal de contas, eu ainda sou assim.

 

Por Cleyton de Paula
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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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