Backspace

Quando abordo certo tema para refletir sempre acabo me deparando com alguma análise voltada a imaginação, acabo transformando a reflexão em um exercício além, bem além do que sempre imagino ser.

Ultimamente tenho prestado mais atenção a falta de honestidade das pessoas quanto a ações superficialmente menores. Superficialmente porque elas não são de modo algum menores, mas sim tão importantes quanto um dizer “Eu te amo”. Se isso for visto como algo favorável hoje em dia.

Vejo o cotidiano digital como uma faca de dois gumes. Nós acabamos atiçando um método fútil de convivência que nos limita a sentir e vivenciar certas necessidades normais as quais nós temos ao nosso alcance.

Talvez seja por isso que o AMOR, sim – o amor, hoje seja visto como algo tão clichê, resumindo-se em gestos virtuais de “oh, eu te amo”, expondo isso rede a fora. NÃO! ISSO NÃO É AMOR, PORRA!

Xiii, o escritor endoidou de vez, sôh.

Ué, cadê o Bom Dia romântico, o Olá suave que sai como se fosse “sem querer”. Ou aquele abraço cômico de um encontro cômico que não deveria acontecer?
Onde está toda aquela afeição, resumida em confusões de palavras toscas escritas a lápis em um papel todo amassado amarrado em um buquê de rosas vermelhas?

Cadê? Onde esconderam isso?

OH MEU DEUS! Deletaram o amor!

(Sim, deletaram o amor!)

A virtuosidade do afeto acabou limitando o amor a certas manias de apenas existir PALAVRAS DIGITAIS. Esqueceram ali atrás o significado de um aperto de mão, de um bom dia, de um olá, de uma carta, de um bilhetinho trocado na sala de aula, ou um recadinho falado no programa romântico da rádio mais popular da cidade. Ah, esqueceram não é?

Esqueceram de dizer EU TE AMO DE VERDADE, ou ainda, esqueceram simplesmente de demonstrar afeto, tesão, carinho, frio na barriga, com um simples abraço em um final de tarde qualquer.

DELETARAM O AMOR! E foi proposital, digo.

Ora, veja só. Ele tava incomodando muito com suas alucinações. Ou com suas infantis brincadeiras de pega-pega. Ou com suas atitudes desesperadas em busca apenas de atenção.

Pobre coração, esqueceram de acelerar sua conexão com esse tal mundo virtual e ele ficou ali, no cantinho. Brincando de aprender a amar. Iludindo-se com SINAIS artificiais de afeto, sem vida, sem teto.

Acabou o tempo suave onde homens faziam valer a pena esperar tempos e tempos por um simples beijo de alguém que – como ele – sabia esperar.
Hoje o tempo é dos ligeiros dedinhos do teclado, ou das pessoas que prezam apenas por métodos hipócritas de passar o tempo…

Me dêem licença, preciso encontrar algo pra fazer. Porque infelizmente eu não me adaptei a esse mundinho mesquinho de Faz de Conta, e prefiro continuar escrevendo contos de fadas a giz…

Deletaram o Amor… =\

 

Por Cleyton de Paula | facebook.com/cleytonpaula
Anúncios

Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: