Flor & Espinho

Vai embora!
Não ouse olhar para trás.

Vai embora, agora.
Não tente ser capaz.

Não vê que tu chegastes ao fim?
Nem pense, mesmo já pensando, em voltar para mim!

(…)

Vá e não volte, de novo.
Não permita-me te tocar.

Vai e volta, como sempre.
Faz-se teimosia, hipocrisia e abraço.

Vai… Vai!

(…)

Cobre-se pelo vermelho deste sangue, ‘meu-teu’.
Não seja audacioso, não invente de sonhar.

Apanha esta faca da outra mão, não se esconda.
Continue fingindo em vão…

Não choras, não arrependa-se.
Apenas seja TÃO…

Sem reticências você vai – Ah, como vai – continuar o que comecei.
Mente, inclina sua cabeça, não aceita um ‘porém’.

Vem com teu sorriso amargo, fingindo sempre ser tão doce.
EU NÃO QUERO MAIS VOCÊ AQUI, NÃO!

(…)

Some, aceita o que você sempre desejou.
Ajoelha-se perante a tua própria invenção, Deus.

Agora te acalma, ouve o bater do teu coração…
Estais angustiadas com essa verdade nas mãos?

Vai, vá, agora!
Não choras nem implore perdão.

Simplesmente você conheceu o que criou:
Meu amor.

Tão… tão.

 

Por Cleyton de Paula | facebook.com/cleytonpaula
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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

2 Respostas para “Flor & Espinho

  1. Jamylle

    Adorei o poema, meu caro amigo Cleiton de Paula!

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