Memórias Póstumas

Com a pela fria agora ele não mais sorrir
Não tem mais as lembranças
Perdidas no instante agora,
Outrora vivo, sorridente e cruel.

Mentia a si tudo sobre sua vida,
Ele, vivo, era doentio, febril.
Sofria negando sua dor,
Sorria observando o apodrecer de uma flor.

Implorava para a vida,
A simples “segunda chance”.
Sem ter, porém, partiu.
Voou, aproveitando as nuvens como amortecedores.

Das dores ele tirava o pão.
Do pão ele sobrevivia do grão.
Sem saber assim que morria a cada segundo,
Simplesmente por amar-te.

Do alto talvez ele até grite,
Por simples segundos,
Quem sabe ecoe até a lua,
Ou talvez, novamente, não.

Sua respiração se foi,
O olhos ainda até mantém um brilho,
Fruto de uma lágrima perdida ali dentro,
Que escorrega sem querer, devagar…

E todo o seu gosto,
toda sua disposição, que por anos carregou,
Ali, ele em fim, pôs um fim.
Escrevera a última canção, em vão…

Ela nunca há de ler,
Ela nunca há de entender
Ela nunca há de sentir
Ela nunca mais o verá partir…

Por Cleyton de Paula
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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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