O barco de papel

Antes a viagem era sorrir. A diversão era riscar o chão a giz ou pedacinhos de carvão, ou até mesmo tijolos de construção. Logo em seguida transformou-se em nostalgia pensar nisso tudo. Trincar os dentes e negar-se a observar novamente o mesmo ‘lugar de todos os dias e sempre ser o mesmo’. Houve um descaso ao amor, ao carinho, ao sorriso, à felicidade. Tudo então virou baderna tola ou infantil. Como aquela vez em que correndo pelo parquinho, cai.

E sempre caiu. Mas sempre me levanto.
Já perdi o Giz, os tijolos já não existem mais e o carvão queimou sob o calor do sol de dias tão normais que tornaram o silêncio algo fútil e até mesmo hipócrita…

Observando a lua – toda linda como sempre e sempre – analiso o quão frágil são os momentos mais simples da vida. Como colocar um barquinho todo mau feito para descer bailando pelo rio gigante feito pela água da chuva ali no cantinho das calçadas… e assisti-lo partir todo desajeitado, chocando-se com outras folhas de papeis ou lixo. É tudo intenso, simples, singelo, eterno. Basta olhar, admirar e gravar na mente bem suavemente… sem mentir.

E falando em mentir, hoje eu não lembrei de você…

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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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