Beija-dor

O Beija-Dor

O poeta chora dentro de si.
Esconde em sua mente as poucas certezas do amanhã.
Força seus sonhos a interpretar a vida em preto e branco,
pelo simples fato de achar tudo colorido normal demais.

Brinca em expor no seu olhar suas aflições.
Ou demonstra sem querer em seus sorrisos, suas
tão gritáveis lamentações.
Mesmo sabendo que não há de ecoar, ele insiste.

Amar é uma aventura, ele caminha com mochila nas costas.
Indo e vindo, às vezes sem querer.
Já amou quase mil mulheres em 1 dia,
E continua sozinho por achar querer.

Não é de versos que sobrevive.
Do amor sua pura dor.
Ele, pobre poeta, sabe ver música até em uma flor,
mesmo com a beleza do sol, lá no eterno horizonte, ao se por.

E aquela amizade, aqueles sorrisos, aqueles abraços, aqueles desejos
aos poucos se esvai. Deixando o pobre poeta cada vez mais sozinho.
Se encantando cada vez mais com seus erros, suas falhas e morrendo,
vagarosamente, afogando-se nas suas fraquezas: Falsos amores.

(…)

Mas ele sempre sorri. Assiste o baile das flores, o vento, o jardim.

(…)

Ele sempre sorri.

Anúncios

Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: