As nuvens

Até toquei, sem querer, seu cabelo.
No abraço, sem querer, respirei o teu perfume.
No peito senti, por querer, que o tempo parasse.

Desejei, desajeitado, apertar-te ainda mais.
Busquei naquele momento, do fechar aos olhos e abrir, me prender.
Consegui.

Tão suave, tão misteriosa, tão sublime.
Do toque ao ‘bla, bla, bla”, nos restou um “até logo!”.
No ‘desabraço’ um canto de um pássaro sozinho…

Dos passos em diante, o vento teimoso te trouxe.
Me fez sentir o perfume que se misturava ao jardim.
Camuflava-se entre as cores, sabores, contato.

Sem querer levitei…
E busquei lá de cima apenas te assistir.
Não mais te querer.
Por saber que querer não poderia existir.

E voei… Segurei-me nas nuvens e parti.
Parti.
Reparti meus pensamentos e assim os distribui,
Permitindo-os se curvarem ao tempo.

Ao descanso, ao desamor, ao destratar,
Ao iludir, aos olhos fechados… e enfim…
Partir! Ir… Além, portanto…

Cleyton de Paula
 
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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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