Segundos.

ele-vai-voar

E lá estava ele parado.
Encostado no parapeito daquela sacada, de frente para o jardim,
observava cada movimento das folhas, quase secas, de todas aquelas árvores.
O vale que estava diante de seus olhos não era exatamente aquele verde imenso.
Mas sim inúmeras incertezas e certezas, que surgiam quase sem querer.

 

Era dor, pensava ele.
Ou reflexo daquele vazio que sentia no peito?

 

Era então aquela ausência?
Ou simplesmente outro efeito?

 

As nuvens, por trás daqueles verdes, vinham bailando ao vento.
Derramando sob seu olhar suaves desejos de paz.
Até que uma vontade de voar veio a tona.
E como num piscar de olhos, um casal de passarinhos pousara a sua frente.
Proporcionando a ele um filme.

 

Sua visão agora era preto e branco.
Sua mente o fez viajar por anos e anos.
Até chegar em um tempo onde abraços, sorrisos, ausências.
Tudo isso fazia mais sentido…

 

(…)

 

Ele voou!

 

 

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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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