De repente 30!

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O que é a vida se não um trem em constante movimento, sem estação. Sem parada.
É engraçado como às vezes reclamamos das coisas que não acontecem, mas também ignoramos quando elas acontecem de uma maneira diferente.
Hoje estive olhando pro telhado por um tempo e me peguei lembrando da época em que eu ficava desse mesmo jeito, tentando imaginar como eu estaria há tantos anos à frente.
Vivo? Sim. Com saúde? Em parte. Mas de uma coisa eu venho tendo cada vez mais certeza: Meu aprendizado ‘aqui’ nunca cessa. Não me vejo limitado a aprender apenas o que acho necessário para manter um sorriso bobo no meu rosto. E isso eu sempre desejei: Continuidade!

Chegar aos 30 pra muitos pode ser uma grande tempestade. Ora, deixamos definitivamente para trás os números que ainda flertavam com a “juventudidade” (idades joviais… inventei essa definição agora! Eu acho… Rs). E passamos a abraçar números mais condizentes a uma constante evolução, principalmente no comportamento.
Mas essa tempestade, uma hora calma, outrora apocalíptica, tem sim seu lado fantástico. Pois são nessas tempestades que nós encontramos pedaços soltos no tempo, de coisas, fatos, pessoas, sentimentos, que vão somando com outras e aos poucos vão se transformando em células infinitas, que penetram na nossa mente, nos tornando Ser. Talvez nem sempre entendido por nós, muito menos por todos que apenas nos observam. Mas o fato é que nós estamos em constante evolução. E passamos sempre a um novo patamar quando entendemos e enxergamos esses feitos a cada derrota, vitória, sorriso, lágrimas, adeus, olás, abraços. Tudo que nos cerca nos molda. Tudo. Todos.

E hoje eu vejo que perdi muito do Cleyton que incomodava negativamente as pessoas. Mesmo ainda tendo ‘aqui’ dentro coisas falhas que certamente hão de desagradar até a mim, sinto que tudo que passei durante esses 30 anos, me ajudaram. Me fizeram enxergar as possibilidades que o universo nos traz. Que ‘Ser pequeno, para ser grande’ e ‘Observar. Absorver’ tiveram sim seus papeis gloriosos para derrubar muros e pensamentos infantis os quais eu carregava comigo.

Passei a enxergar melhor as pessoas. E buscar sempre a cada olhar, entender qual a real qualidade de determinado Ser. Não vejo mais – e digo isso com propriedade – apenas rostos bonitos. Aprendi que muito deles são apenas imagens criadas por nós, que a verdadeira beleza é a interior. E essa, às  vezes fica muito bem escondida. Ou despercebida?

Aprendi que tudo se resume a cultura. E não falo só de arte. Falo de VIVER. Nossos atos moldam o nosso mundo. É como uma frase que escrevi há um tempo atrás: “Cada pessoa é um universo. E um inverso também”. Somos frutos, cactos, pedaços de areia. Somos poeira em uma imensidão de possibilidades que diariamente nos cerca.

Então, de repente, com 30 anos. Me vejo feliz, sim! Mas me vejo (re)significando o mundo. E isso está me proporcionando a cada dia a criação de novos universos.

A quem leu até aqui, sinta-se parte de algum deles. Abraço!

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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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