Azedume

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(…)

Abraça quem te decepciona.
Mas sorrir, porém, para amenizar o azedume
que por dentro varre, o que restava de ti,
de mais belo e puro.

Esbraveja, mas veja – por favor.
Jogai-vos não somente uma flor,
assim estará expondo uma dor
que já não é somente tua.

Consome o medo da partida.
Partilha assim esse ‘sentir’.
Que aflora a fora, lá fora de ti,
o que de fato existia.

Ó, amor. Qual perfume usar?
Se aquele do dia Um já não consigo
encontrar?

Perdido, no vazio de um criado-mudo velho, estacionado na sala de estar,
guardo agora tudo que tínhamos, inclusive seu olhar.
Há um porta-retrato eternizando um sorriso que, aos poucos, na mente se esvai
ao longe…

(…)

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Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

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