Fuga

CPD_8224

Nas ruas escura ele vai
Transpassando do real ao incerto
E como inseto perdido e atordoado na claridão
Se permite apenas ir em frente.

Ignora, porém, os gritos de “enfrente!”
E busca no acaso uma redenção
Uma afago talvez numa outra esquina
Ou em outra dimensão.

O amargo na boca já não vem de quem antes viria.
Os prazeres que encontra,
Diante da escravidão
Apenas o mal, a ele mesmo, fazia.

Jaz no futuro suas erradas escolhas
Que entre lágrimas e sorrisos falsos,
Com os pés descalços, mas sempre em frente,
Em cada passo ele escondia

E já não era dia.
Já não vestia vestes coloridas,
As incertezas o molda um não-campeão,
E como quem não queria nada, rasgou com faca e sal todas as suas feridas.

Em vão.

Anúncios

Sobre sobreamente

Como um admirador nato da Arte e Cultura, analiso o mundo com base no comportamento humano e peço licença para expor a minha opinião. Costumo me enxergar como apenas mais um ilusionista nesse mundo tão caótico. Abraço!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: