Caça & Caçador

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Vamos falar de mudanças?

Mudar e não ficar muda. Perceber sem ignorar. Sem titubear, entender que tudo ao teu redor é fruto de suas ações.

Podemos optar por sermos caçadores de ilusões, confusões, mas encontraremos apenas negações. Talvez seja um fardo sermos tanto caça como caçador. Sermos, talvez, maiores do que pensamos. E termos, sem perceber, nas mãos o que sempre desejamos.

É ai que a vida te apresenta um leque de coisas “absurdas” que te transformam. Pode ser aquele “adeus” ridículo sob efeitos de álcool. Ou um olhar distante, sem se quer ter um abraço para afogar as más impressões ou as más interpretações – e por que não dizer – as não aceitações.

Mudança é tudo aquilo que você faz. Certo ou errado. Acabam nos proporcionando algum tipo de mudança. Pelo menos, é assim que penso. Afinal, todas as decisões que tomamos moldam o nosso cotidiano. São nessas mudanças que nos perdemos e nos encontramos ao mesmo tempo. Então por que não dizer que somos mudanças ambulantes?

Vivenciamos mudanças por todos os lados. As vezes apenas assistimos, ou sentimos. Ou negamos.
Mudanças existe até no gole gelado daquela bebida indesejada que você segura na mão, dentro do carro e nega um gole a outra pessoa, simplesmente por não querer que ela (a bebida), não saia de perto de ti. Talvez por medo de ficar sozinha? Talvez por medo de achar estar fazendo o certo, quando na verdade, há noventa e nove por cento de chances de ter errado? Mudança é isso. Pois o resultado a seguir será totalmente diferente daquilo que você, segundos atrás, imaginou.

Foi se o tempo, criança, onde tu apenas observada ao longe as coisas acontecerem. Hoje elas acontecem contigo de uma maneira mais forte. E não acontecem por acaso. Acho que “acaso” não existe. Eu, particularmente, acho que o correto é viver. Vivenciar ao máximo tudo que a vida nos possibilita viver. Mas sem esquecer que cada passo em falso, poderá resultar em um grande tombo.

E às vezes a gente cai, deixando de ser caçador e passando a ser a caça morta, talvez até esquecida… para sempre!

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Eu Radiotivo

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…Dai tu assiste a um filme que te mostra um herói mais humano do que super-humano. E tu se identifica por inteiro com o filme, do início ao fim. Porque ele te mostra ainda mais coisas que você queria ver. Ou te representa. Te mostra que nossa vida é sim baseada nas nossas escolhas. E isso reflete diretamente em quem nós escolhemos para ficar ao nosso lado. Amigos, familiares, namoradas, esposas. Todos são escolhas de convivência. E cada convivência há, portanto, inúmeros universos baseados em várias escolhas que nós e a pessoa fizemos durante determinado tempo de nossa vida compartilhada.

O herói vivencia resultados de cada uma de suas escolhas. E ele aprende, amargamente, no final. Que deixar determinada pessoa ir embora às vezes é sim a melhor opção. Às vezes fugir é a melhor opção. Por fim, se adaptar a tudo que os tais universos o jogam, será, enfim, o seu maior karma.
Existem sim super-heróis. E eles não usam capas, nem voam, nem nos salvam contra super-vilões. Eles apenas amam, tentam, aceitam, erram, aprendem, se adaptam, observam. Ou simplesmente ficam invisíveis.
A verdade é que todos nós somos nossos próprios super-heróis.

Quem somos?

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Afinal de contas, quem somos?

Foi essa a pergunta que tomou conta de mim durante toda a semana. Analisando comportamentos reais (offline) em diversos tipos de ambientes. Bem como observando como as pessoas veem certas coisas nas redes sociais. E vi que algumas não se preocupam em buscar um entendimento quanto à fatos e mesmo assim, buscam, através de poucas informações e argumentos, se questionar. Ou seja, há um anseio nítido por uma busca ainda eficaz dentro de uma sociedade cada vez mais solitária, a fim de se encontrar. Ter em si as certezas que perpetuam por entre as dúvidas básicas cotidianas, que nos levam a sermos todos um pouco insanos.

A pergunta, porém, se difere de pessoa para pessoa. Ora, quem somos afinal? Alguns aceitam de forma notória ser um personagem, quando na vida real não passam de apenas mais um ser humano perdido no caos. Aliás, perdido entre sentimentos os quais algumas não percebem o valor, ou simplesmente não aceitam ser, por ser igual a todos os outros. E acabam ainda pior: Solitárias e vazias.

Me questionei isso e me peguei atordoado por linhas mal escritas nos meus próprios textos. O que me leva ter a certeza de que, sempre ao me questionar, liberto um pedaço das minhas loucuras. O que eu, particularmente, acho deprimente. Vivo muito bem minhas loucuras e me sentir sem elas, aos poucos, me deixa normal. O que é frustrante para um louco.

Fato é que precisamos estar sempre nos questionando. E continuarmos buscando entender o que somos, quem somos e o que poderemos ser para um mundo cada vez mais diversificado, caótico e mesquinho. Pois ao final disso tudo, acabaremos por perceber que somos todos uma coisa só.

Somos universos

Foto por Cleyton de Paula

Foto por Cleyton de Paula

Há espaços dentro de nós os quais criamos propositalmente para ficarem assim, livres. E ao longe buscamos preenchê-los, quase que sem querer, de alguma maneira.
É essa necessidade de diariamente nos descobrirmos. De buscarmos ao nosso redor as tais respostas para questionamentos até pessoais. Isso sem falar da fragilidade que temos aos sentimentos. Neles até nos perdemos ainda mais.

Prova da nossa fragilidade é essa facilidade de criarmos novos universos em cada pessoa do nosso ciclo. Ou até em pessoas as quais apenas passam do nosso lado. Chega ser assustador dependermos de outras pessoas para nos enxergarmos. Mas isso faz parte. Os erros existem para dar vida aos acertos. O mesmo pensamento se aplica às Perguntas. Elas existem para darem vida as respostas e assim sucessivamente, pois, a cada resposta nasce uma nova pergunta.

Então, somos frágeis. Minúsculos. Talvez vagos sorrisos que, discretamente ecoam nos olhares alheios os quais podem sim – como devem – nos transformar em universos alternativos. Fazemos isso. Então, todos fazem conosco.

Mas, talvez sejamos a nossa principal dúvida. E isso, nos torna cada vez mais caóticos quando paramos para nos enxergar como um núcleo girando em torno de outros núcleos onde cada um contém bilhões e bilhões de estrelas, que são como pensamentos, olhares, sorrisos, sonhos, sentimentos.

Somos universos?

Faz pouco tempo

Faz pouco tempo, eu sei. Mas é como se fossem já passados mil anos.
Dói. Machuca essa tal evolução ou ‘passar dos dias’. Às vezes me sinto tão fraco, tão pequeno que chego escolher esconder-me do mundo ao invés de adorá-lo. Essa minha fragilidade em facilmente acostumar-me com alguém, ver nela uma necessidade de abraços ou sorrisos, acaba sempre me frustrando por perceber que de fato estou sozinho. Elas, as pessoas, sempre vão embora e algumas não dizem adeus.

Estou só porque talvez escolhi isso. Não moldei em mim a hipocrisia vista por ai de simplesmente achar que as pessoas são simplesmente pessoas. Eu penso que somos partes de algo único, somos iguais, somos o que somos. E dependemos de outras pessoas para evoluir mentalmente e –  principalmente – emocionalmente.
Nunca neguei ser fraco ao amar, me apaixono facilmente e isso faz com que minhas características sentimentalistas sofram mutações. Porque de fato necessito sumir para não expor isso a pessoas que não merecem. Já fiz isso. E sofri. Muito. Aliás, sofro.

Mas agora é diferente, estou mais convicto da minha capacidade de amar, sofrer, aceitar. Aliás, “aceitar” é uma palavra tão amarga e traiçoeira, porque é algo necessário em muitas situações, principalmente aquelas as quais você adoraria não ter que aceitar. Chega a ser “claustrofóbico”.  Sufoca nossa mente. Aliás, vou além. Gostamos de nos sufocar muitas vezes por e com coisas ou pessoas desnecessariamente. E adoecemos com isso.

E não sei por quê fui inventar de adoecer logo agora! =\

Vai Girando…

O mundo e as pessoas são realmente algo que se completam. O mundo é enorme e há muitas coias as quais nós, seres humanos, ainda precisamos descobrir e/ou entender. Da mesma forma eu penso no SER humano. O homem ao nascer vai aprendendo que deverá sempre sonhar e buscar alcançar objetivos para ter uma vida melhor, digna. Ou não. Ou seja, ele em todo seu tempo busca sempre descobrir algo novo para si, e/ou entender. O homem é ciente sim que não é completo…

Porque estou falando isso? Para justificar a mim o que tenho percebido nas pessoas. E posso dizer: Tenho medo delas!
Sim, medo. Medo porque realmente as pessoas são mutáveis diárias, elas buscam sempre algo que lhe proporcionem prazer, sempre direcionando a si o que lhe remete poder. O ouro dos séculos passados, quando pessoas lutavam para ter, é visto hoje até como algo normal, mas o poder e/ou “ser forte” ou “ser melhor” está bem visível.

Há pessoas que sabem interpretar o que o mundo oferece, mas há também pessoas que simplesmente ignoram aquilo que não lhe afeta diretamente em termos de créditos. Se algo não lhe proporciona prazer ou não valoriza a sua imagem, de repente até explicitar isso, ela simplesmente vai dizer: Não.

Infelizmente o mundo está cheio de pessoas usando máscaras, buscando sempre lançar no seu próprio universo energias definidas apenas como ‘particulares’.

Há muito tempo eu venho buscando fazer o que gosto na cidade onde moro. Buscando não me prostituir a esse mundo caótico e hipócrita o qual estamos expostos e condenados a viver. Infelizmente nesse mundo eu acabo sendo inocente a ponto de confiar demais nas pessoas, valorizar demais elas e no final percebo que realmente não tenho valor nenhum.
Chego a sentir um pouco de revolta porque tenho consciência do meu papel, do que fiz e do que sou capaz de fazer, mas me entristeço ao me deparar com atitudes mesquinhas as quais vejo apenas como meta para me derrubar e acabo transformando a revolta em uma decepção gigante… com potencial suficiente para me fazer desistir de tudo.

A grande pergunta é: Por que?
O que eu faço que deixam tanto essas pessoas enraivecidas comigo? Por que incomodo? Porque ajo? Porque busco realizar meus objetivos? Porque busco realizar meu sonho? Porque gosto de agir? Porque sou inquieto e desejo ver minha cidade movimentada?

As pessoas criaram uma imagem completamente errada de mim. E isso infelizmente ta me destruindo por dentro e por fora. Será a hora de dizer “ok, vão em frente!” ou ser pequeno a ponto de não ser percebido e assim crescer?

Não sei o que fazer… =\

Flor & Espinho

Vai embora!
Não ouse olhar para trás.

Vai embora, agora.
Não tente ser capaz.

Não vê que tu chegastes ao fim?
Nem pense, mesmo já pensando, em voltar para mim!

(…)

Vá e não volte, de novo.
Não permita-me te tocar.

Vai e volta, como sempre.
Faz-se teimosia, hipocrisia e abraço.

Vai… Vai!

(…)

Cobre-se pelo vermelho deste sangue, ‘meu-teu’.
Não seja audacioso, não invente de sonhar.

Apanha esta faca da outra mão, não se esconda.
Continue fingindo em vão…

Não choras, não arrependa-se.
Apenas seja TÃO…

Sem reticências você vai – Ah, como vai – continuar o que comecei.
Mente, inclina sua cabeça, não aceita um ‘porém’.

Vem com teu sorriso amargo, fingindo sempre ser tão doce.
EU NÃO QUERO MAIS VOCÊ AQUI, NÃO!

(…)

Some, aceita o que você sempre desejou.
Ajoelha-se perante a tua própria invenção, Deus.

Agora te acalma, ouve o bater do teu coração…
Estais angustiadas com essa verdade nas mãos?

Vai, vá, agora!
Não choras nem implore perdão.

Simplesmente você conheceu o que criou:
Meu amor.

Tão… tão.

 

Por Cleyton de Paula | facebook.com/cleytonpaula
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